domingo, 19 de abril de 2009

Felizmente há luar! – Luís de Sttau Monteiro- teatro épico

Felizmente há luar! – Luís de Sttau Monteiro

Influências do teatro épico (de Brecht) : o teatro não pode impor emoções ao espectador ( “drama” aristotélico), deve fazer com que ele pense.

 é narrativo  o espectador é uma testemunha que tem de agir:
o texto desperta-lhe a actividade e exige-lhe decisões.
 possui mundividência  o espectador é posto perante qualquer coisa.

 estruturação do argumento:

as sensações são elevadas ao nível do conhecimento

o espectador está defronte, analisa

o homem é objecto de uma análise

o homem é susceptível de ser modificado e de modificar

o decurso da acção provoca tensão

o homem como uma realidade em processo

o ser social determina o pensamento

 O espectador diz…
… no TEATRO DRAMÁTICO … no TEATRO ÉPICO
 Sim, eu já senti isso.
 Eu sou assim.
 O sofrimento deste homem comove-me, pois é irremediável.
 É uma coisa natural.

 Será sempre assim.
 Isto é que é arte! Tudo ali é evidente.
 Choro com os que choram e rio com os que riem.  Isto é que eu nunca pensaria.
 Não é assim que se deve fazer.
 O sofrimento deste homem comove-me porque seria remediável.
 Que coisa extraordinária, quase inacreditável!
 Isto tem que acabar.
 Isto é que é arte! Nada ali é evidente.
 Rio de quem chora e choro com os que riem.

Intenção do autor:
(na caracterização das personagens; nas notas à margem do texto; nos elementos da luz e do som; pela linguagem)

 Fazer com que o leitor/espectador, pela análise crítica da sociedade do início do século XIX (1817), reflicta sobre a situação política e social do século XX (1961).
 Denunciar situações escandalosamente injustas e repressoras.

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